Quando o sino acorda a cidade: começa a Festa de São Sebastião em Picuí

O dia ainda engatinha quando Picuí desperta diferente. Não é um domingo qualquer. É o domingo em que a cidade acorda com o coração em festa. O sol desponta tímido no horizonte, pintando de dourado os telhados antigos, enquanto o som inconfundível do sino da Igreja Matriz rasga o silêncio da madrugada. É o anúncio esperado, quase sagrado: vai começar a festa mais tradicional do ano.

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Logo em seguida, as ruas ganham vida. Em clima de alegria e devoção, a Filarmônica Coronel Antônio Xavier de Macedo entoa, em festa, o hino do mártir São Sebastião. Cada nota ecoa como um convite coletivo, um chamado que atravessa gerações e desperta memórias. É música que não apenas se ouve, mas se sente. A filarmônica, também centenária, é parte viva da cultura picuiense, guardiã sonora de uma história que insiste em permanecer.

A alvorada de São Sebastião mistura nostalgia e pertencimento, fé e reencontro. Pais levam filhos pela mão, avós caminham ao lado dos netos, amigos se abraçam como quem diz “chegamos até aqui”. A população segue os músicos pelas ruas, em procissão espontânea, porque sabe: pelos próximos dez dias, o centro da cidade será palco de intensa movimentação, devoção e celebração.

Neste ano, a Festa de São Sebastião completa 170 anos. Uma tradição centenária que une o povo de Picuí para lembrar um capítulo decisivo de sua história: foi pela intercessão do padroeiro que o município foi livrado da peste da cólera morbus, epidemia que dizimou centenas de pessoas há mais de um século. Desde então, fé e gratidão caminham juntas, renovadas a cada janeiro.

Virão as missas, as quermesses cheias de cores e sabores, os leilões, os shows que animam as noites e, ao final, a grande procissão que atrai milhares de fiéis, transformando as ruas em um mar de devoção. Picuí pulsa diferente, vive diferente, respira São Sebastião.

E quando o sino toca e a música ecoa, a cidade inteira entende: não é apenas uma festa que começa — é a própria história de Picuí que acorda e caminha pelas ruas.

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