Antes do tempo, a panela de pressão política estoura em Baraúna
por Janderye Macedo -
Se alguém ainda achava que política só “esquenta” perto da eleição, Baraúna tratou de desmentir isso com gosto. Faltando mais de dois anos e meio para o próximo pleito municipal, o clima já é de reta final — e, pelo visto, com direito a reviravolta no roteiro.
O rompimento de parte da base dos vereadores com a gestão atual não é apenas mais um capítulo de crise política. É, na prática, um sinal claro de que a base da gestão começou a se esfarelar antes do tempo — tipo bolo que sola no meio do forno.
O que está acontecendo de verdade?
Nos bastidores, o discurso é quase unânime: falta diálogo, sobra insatisfação. Os vereadores, que até então formavam parte da sustentação política, decidiram pular do barco alegando que não estavam sendo ouvidos.
Traduzindo para o “popular”: quando o aliado começa a reclamar que não tem vez nem voz, é porque a coisa já desandou faz tempo.
E política é assim — ninguém gosta de ficar em grupo onde só serve pra bater palma.
Mudança de lado… e de estratégia
O movimento não foi aleatório. Os parlamentares já aterrissaram em outro projeto: a pré-candidatura de Nelinho à Assembleia Legislativa.
Ou seja, não é só rompimento — é reposicionamento.
E aqui entra um detalhe importante: quando um grupo político muda de lado tão cedo, ele não está pensando só no agora. Está mirando lá na frente, calculando cenário, força e sobrevivência política.
Porque, convenhamos, vereador não costuma sair de uma base “por impulso”. Sai quando sente que o futuro ali já não é tão promissor.
Sinal de alerta na gestão
O episódio acende um alerta daqueles na atual administração. Perder a maioria da Câmara não é apenas uma questão de ego ferido — é perda de governabilidade.
Sem base, qualquer projeto vira uma novela. E das longas.
Além disso, passa uma mensagem perigosa: a de que a articulação política da gestão não está conseguindo segurar nem os aliados mais próximos. E se não segura os de dentro… imagine os de fora.
O clima agora é outro
Na famosa “terra do feijão”, o tempero da política mudou — e mudou cedo. O que antes parecia uma base sólida, agora lembra mais um castelo de cartas depois de um sopro mais forte.
E se já está assim agora… imagine mais perto da eleição.
Uma coisa é certa: o jogo virou, e quem não se mexer rápido pode acabar assistindo tudo do banco de reservas.
Porque em Baraúna, pelo visto, a pré-campanha 2028 já começou — mesmo sem ninguém admitir oficialmente.